Adrien Brody e Gwendoline Christie são duas das figuras que integram Bauhaus Ballet, a exposição de Szilveszter Makó que leva a fotografia para um território entre a realidade, a fantasia e a memória.
Apresentada no SN37, em Manhattan, a exposição reúne seis salas inspiradas em diferentes fragmentos da vida do fotógrafo húngaro. Memórias de infância, referências da cultura popular húngara e a experiência da Europa de Leste pós-comunista são transformadas em ambientes de carácter teatral, onde objectos quotidianos ganham uma nova dimensão.
Brody e Christie entram precisamente nesse universo visual. Fotografados por Makó, os actores tornam-se personagens de uma narrativa sem argumento definido, construindo imagens que parecem pertencer a um filme imaginário.
A linguagem não é nova para o fotógrafo. O seu trabalho cruza fotografia, pintura e cinema através de composições meticulosamente construídas, poses coreografadas e uma atenção particular aos detalhes. Já fotografou nomes como Daisy Edgar-Jones, Cardi B e Olivia Rodrigo para diferentes edições da Vogue.
Em Bauhaus Ballet, essa abordagem passa da imagem para o espaço. As seis salas foram concebidas para serem percorridas, permitindo ao visitante aproximar-se fisicamente dos elementos que habitualmente existem apenas nas fotografias de Makó.
Paredes, mobiliário e objectos domésticos são reorganizados e distorcidos através da escala e da perspectiva, criando uma realidade reconhecível, mas simultaneamente desconcertante.
A presença de Brody e Christie reforça a dimensão performativa do projecto: dois actores habituados a contar histórias através do corpo tornam-se parte de uma narrativa construída exclusivamente através da imagem e do espaço.
Bauhaus Ballet esteve patente no SN37, em Manhattan, de 8 a 12 de Setembro de 2026.

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