A adidas Originals volta a colaborar com o realizador francês Thibaut Grevet para dar continuidade ao universo Superstar, apresentado em 2025 como uma nova narrativa visual em torno de um dos modelos mais icónicos da marca. Este novo capítulo reforça a estratégia criativa da etiqueta, aprofundando a ligação entre cinema, cultura contemporânea e streetwear, numa abordagem que vai além da simples promoção de produto.
A Superstar, originalmente lançada no final dos anos 60 como sapatilha de basquetebol, tornou-se rapidamente um símbolo cultural. Ao longo das décadas, ultrapassou o contexto desportivo e ganhou protagonismo na cena musical – especialmente no movimento hip-hop dos anos 80 – consolidando-se como um ícone de estilo urbano. Ao recuperar este modelo num contexto narrativo cinematográfico, a marca reforça o seu legado enquanto o projeta para novas gerações.
Sob a direção estética de Grevet, conhecido pela sua linguagem visual cuidada e abordagem autoral à moda e à publicidade, a campanha assume um tom mais conceptual e imersivo. A estética é marcada por uma forte atenção à luz, composição e ritmo narrativo, criando um ambiente que mistura mistério, sofisticação e cultura pop.


O ator Samuel L. Jackson regressa como figura central da narrativa. Contudo, desta vez, a história desenvolve-se a partir de um ponto inesperado: as suas Superstars desapareceram. A partir desta premissa constrói-se um enredo que combina humor subtil e tensão, colocando o foco numa questão simples mas simbólica: conseguirá encontrá-las? Mais do que um objeto perdido, as sapatilhas representam identidade, legado e pertença, reforçando a dimensão cultural que a marca pretende sublinhar.
Através desta continuidade narrativa, a adidas demonstra uma aposta clara no storytelling como ferramenta estratégica. Em vez de comunicar apenas inovação técnica ou design, a linha Originals posiciona-se como um território de memória e reinvenção, onde clássicos históricos são reinterpretados à luz das dinâmicas culturais atuais.
Num panorama em que as marcas competem pela relevância cultural, esta abordagem confirma que um clássico não vive apenas do seu passado, mas da capacidade de continuar a gerar narrativas que dialogam com o presente.
Imagens: adidas

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