Opinião | La Cage Dorée | A Gaiola Dourada. 2013

Título em Português: A Gaiola Dourada
Data de estreia: 1.08.2013



A historia é simples. Um casal de emigrantes portugueses – os Ribeiro –  deixaram Portugal em busca de trabalho e de estabilidade. Maria (Rita Blanco) é porteira, José (Joaquim de Almeida) funcionário de uma empresa de construção civil. O casal tem dois filhos – a Paula (Barbara Cabrita) já adulta e independente e o Pedro (Alex Alves Pereira), ainda adolescente. A família Ribeiro é respeitada e estimada não só pela comunidade portuguesa mas também pelos franceses – pelos seus patrões e não só.
O casal Ribeiro é indispensável para aqueles que os rodeiam. Maria é indispensável para o dia-a-dia do prédio, indispensável para a sua irmã Lourdes (Jacqueline Corado), que planeia abrir um restaurante (dependente dos dotes culinários de Maria) e José é o braço direito de Francis Cailaux (Roland Giraud) – o dono da fábrica.
Mas, o dia-a-dia corriqueiro dos Ribeiro é abalado com a chegada de uma carta do notário. Na carta, além de descobrirem a noticia de que o irmão de José morreu, descobrem que são herdeiros de um terreno com uma vinha em Trás-os-Montes.
A indecisão invade os Ribeiro. A dúvida está entre o desejo de regressarem ao país que adoram e a perspectiva cruel de deixarem em França – a família, os amigos e a estabilidade. No entanto, os maiores “problemas” acontecem quando a comunidade descobre este possível retorno a Portugal e enveredam numa verdadeira odisseia para os manterem na requintada e amistosa “gaiola dourada” em que vivem. 




Fado, Futebol e Fátima. Os 3 f’s consagrados pela História de Portugal estão bem representados neste filme do luso-descendente Ruben Alves. A estes “f’s” podemos acrescentar: bacalhau e pastéis de nata – elementos tão portugueses e, sempre presentes como plano de fundo ao longo do filme. O tema central de La Cage é a emigração, sendo que a forma como este fenómeno migratório é retratado, não é de todo ofensivo. Os portugueses do filme, são trabalhadores, respeitadores e respeitados.
Vi o filme com um agradável sorriso nos lábios do principio ao fim, e apesar de ser portuguesa em Portugal, identifiquei-me muito com a família Ribeiro, com a sua rotina, as suas conversas, as suas refeições, a sua forma de ser e estar. La Cage Dorée está bem escrito, bem filmado, recheado de detalhes – que vão do retrato da Amália, ao cachecol do Benfica – e é brindado com uma especial musicalidade de Rodrigo Leão. Não quero deixar de dar um pequeno destaque à Rosa. Interpretada por Maria Vieira é uma personagem encantadora e Maria, é igual a si própria. 

Uma coisa é incontornável, apesar de todos os altos e baixos, de crises monetárias e políticas – Portugal – é um cantinho à beira mar plantado e muito apetecível. É bom ser português – dentro e fora do país. O filme estreia nas salas nacionais a 1 de Agosto. 


Nota:


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